domingo, 4 de março de 2012

Tecendo o Ser na UEI Cremação

O Projeto Tecendo o Ser realizado pelo Centro de Educação Especializada de Prefeitura de Belém tem como foco o trabalho com as famílias dos alunos com deficiência da Rede Municipal de Educação. O que desejamos é construir uma lógica de educar, que provoque nas famílias a re-descoberta de si, que tem como objetivo a luta amorosa pela inclusão.
             Com este olhar de cuidado e acolhimento às famílias, que nos propomos a criar um espaço de convivência, troca de saberes e resignificação da concepção de diversidade humana, baseados no reconhecimento de sua própria diversidade, possibilitando assim a atitude de inclusão de si e do outro no contexto social e educacional, tendo com o fio condutor o fazer artístico e o conhecimento de si. 
               O Tecendo realiza seus encontros nos espaços educativos vinculados a SEMEC, geralmente escolas e Unidades de Educação Infantil, o foco conforme dito anteriormente são as famílias, mas os educadores também são convidados a tecer conosco,quando encontram um espaço entre suas atividades pedagógicas são assíduos nos encontros.
                Durante a jornada pedagógica da Unidade de Educação Infantil da Cremação recebemos o convite pela coordenadora May Mendonça para realizarmos um "Tecendo o Ser" apenas com os professores, segundo a coordenadora os mesmos haviam observado o trabalho com as famílias e ficaram desejosos de participar, o que não foi possível pois estavam em sala de aula com os pequeninos.
                    A equipe do Tecendo topou o convite!Fizemos algumas modificações nas rodas de conversa pela especificidade do público alvo.O resultado foi interessante, constatamos a necessidade do olhar amoroso e a escuta dos profissionais que atuam na educação.Falar de si, da escolha em educar, em soltar a criatividade, o corpo, estreitar laços de convivência, pensar e repensar a prática cotidiana da educação infantil.Creio que ganhamos fôlego, amigas, e alegria da descoberta.
                      

 Caseando o Jogo do Caracol

 Vivências Corporais

 Nascendo um Tapete de histórias

 O Jogo da Velha

 O Tapete pronto!

 Quebra-cabeça de feltro

 Dança Circular


                    " Psiu, ei pessoal, sonhar não causa efeito colateral"
Hino do sonhador - Heliana Barriga

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Sorteio no Blog da Laine


 Sorteio fantástico no Blog da Laine para as fadas que usam a agulha como vara encantada.
Ainda dá para participar!!

http://laineartess.blogspot.com
  
Trabalho de agulha é pra se olhar, apreciar a renda, se deixar enfeitiçar pelo volteio do fio, ou deixar de lado.não cabe à rendeira julgar.A rendeira tece,espera...e muitas vezes desfaz.Tal qual Penélope...
A primeira malha eu teço
Por isso, o priemiro verso
Escrevo à mão,
Feita à mão é a poesia
tecida com esta linha
De escrita, escrita à mão.
Quem ão gostar do que faço
Apague com a borracha.
O ponto e linha do traço.
Cuidado com a tal da traça,
Poesia, chaeia d egraça,
Agulha, vara encantada
De mão
De fada!

Sylvia Orthof - Ponto de Tecer Poesia

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Cirandeiros da Palavra

Dia lindo, uma turma animada e muitas histórias, canções e poesias.
Atendemos ao convite da Equipe de Educação Ambiental da Secretaria Estadual de Educação do Pará para as palavras circularem...









quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A aranha vive do que tece vê se não esquece

 Ter um tempo para tecer é uma dádiva, como disse Gilberto Gil  "A aranha vive do que tece, vê se não esquece".Algumas tessituras dos dias que estive tão perto de mim.
                                                  

Ensaios de bordados para Sofia

Muitos pontinhos com tinta Puff para o Andrezito


Jogo do caracol em feltro para meus amores


Mandala em feltro, feita em parceria com a Lívinhas

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

I Encontro de Contadores de histórias da Amazônia

“Gosto muito de contar histórias. Histórias moram dentro da gente, lá no fundo do coração. Elas ficam quietinhas num canto. Parecem um pouco com areia no fundo do rio: estão lá, bem tranquilas, e só deixam sua tranquilidade quando alguém as revolve. Aí elas se mostram”.

                                                                                                                                  (Daniel Munduruku)


Um ajuntamento de contadores/ouvidores de histórias almejado por longos anos, que começou a ganhar forma no dia 18 de abril de 2011 através da formação do Movimento de Contadores de histórias da Amazônia, o MOCOHAM.O desejo de ver acontecer o encontro foi tão forte que encontramos pessoas dispostas a acolher o sonho, portas abriram-se, no entanto outras não permitiram deixar a voz das narrativas entrarem,mas, esse é o fluxo do rio-mar amazônico e seguimos adiante como as marés.
Para mim, em particular, cada não e cada sim foram acolhidos como possibilidade de crescimento,pessoas lindas chegaram em minha vida, e outras de igual beleza se foram, sofri, mas as histórias precisam circular, independente das nossas escolhas.hoje com o coração tranquilo, olho para trás e percebo que grande passo foi dado, um querer em comum tomou conta de nós e se fez militância em prol das palavras circulantes.Agradeço em especial aos da coordenação do MOCOHAM,
Ana Cristina Ramos,Ana Selma, Juraci Siqueira,Cléa Palha,Elaine Casseb,Erick Marruaz,Maiolina Neves, Rodrigo Grilo,Sônia Santos,Sônia Situba.
Ao Nilson Chaves, presidente da Fundação Cultural Tancredo Neves-CENTUR, que sem pestanejar acolheu o projeto do encontro, as equipes do CENTUR, particularmente, a Denise por sua crença nos contadores, a Patrícia pela tranquilidade nos momentos mais tensos, ao Heriton pela incansável labuta do antes e depois do encontro.
Aos oficineiros que prepararam o melhor de sí para compartilhar com os novos contadores, e os que já estão na caminhada.
Instituto Cultural Extremo Norte, na pessoa do poeta Rui do Carmo.
Ao Daniel Munduruku, inspiração desde os tempos do Tuerarup.
Ao Celso Sisto, generoso com seus saberes, espalha encantamento onde passa.
Alicce Oliveira, com seu sorriso  fácil, trouxe as histórias de beira de rio do Pantanal.
Aos nossos apoiadores, Base Editorial, Sol Informática, Paullus, Paulinas, UFPA/GERU,SEDUC/SIEBE, SEMEC/CAEE/ETEI,Faculdades Integradas Ipiranga,e tantas outras pessoas que direta ou indiretamente revolveram histórias.
As palavras faltam para traduzir o que vivemos,as imagens ajudarão.







"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-Ias, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pátio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."

(Olavo Bilac)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A ESCOLHA DE UM AMIGO (Oscar Wilde)

Escolho meus amigos não pela pele
ou outro arquétipo qualquer,
mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador
e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito
nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim
louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias
e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem
das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada
e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo,
quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim:
metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis
nem choros piedosos.
Quero amigos sérios,
daqueles que fazem da realidade
sua fonte de aprendizagem,
mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto
e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios,
crianças e velhos, nunca me esquecerei
de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

I Encontro de Contadores de histórias da Amazônia



É com imensa alegria que convido a todos e a todas a fazerem parte do I Encontro de Contadores de histórias da Amazônia – Mergulhar na memória, revolver histórias.
Um sonho acalentado por nós que acreditamos no poder da palavra falada/escrita que
hoje se concretiza na forma de ajuntamento, para falarmos e ouvirmos histórias.
Mergulhe nesse rio e retorne encharcado das suas narrativas.
Espero todos vocês, e por favor solicito que divulguem!


Eu nem te conto!

Eu nem te conto mas os verbos contar e cantar são irmãos gêmeos, frutos inconhos! Devem ter sidos criados pelo Pai Eterno logo após o Fiat Lux para tornar mais leve e colorido o fardo dos dias. Verbos sagrados com os quais tecemos, da caverna ao mundo virtual, redes para embalar os sonhos e acalentar a vida. Por isso são tão belos e parecidos; quem conta, canta e quem canta, conta. Ser Contador é perder o nome e ganhar um título de nobreza: O Contador. Deixar de ser substantivo indefinido para ser, definitivamente, o artista que conta! O que faz da palavra a própria razão de ser e estar no mundo. O que conta en/cantando, o que en/canta contando! Aquele que faz da palavra falada, contada e encantada um terno e eterno movimento de maré enchente, um rio a correr em todas as direções, penetrando ouvidos, olhos, pele, até atingir, piracema onírica que é, a alma, o coração e a mente de quem se encontra acocorado às suas margens. Portanto, se queres saber quem somos, vem, embarca na nossa igara de encantos, senta na nossa ilharga, pega teu remo, te ajeita e vamos até às cabeceiras do sonho, até o porto in/seguro da imaginação e lá verás que o real e o imaginário também são irmãos gêmeos, lá encontrarás a resposta em cada palavra nossa, em cada gesto, em cada ponto de exclamação ou de interrogação. E só então entenderás que nossas histórias não têm ponto final, têm reticências de onde poderás partir em novas e eternas viagens ao reino do faz-de-conta. E então? Esta viagem está apenas começando...Vambora?

Juraci Siqueira

Inscrições abertas!

Período: de 07 a 26/11/2011 Informações

www.mocoham.blogspot.com

encoham@gmail.com

3202-4332/8825-8210/8116-4127

Inscrições

Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves – Centur

Gerência da Biblioteca Pública Arthur Vianna - 2º Andar – Patrícia e Evelin